De volta a Belém…
O sol já havia desaparecido atrás dos montes e apenas a insegura claridade do anoitecer teimava em permanecer. O lusco-fusco tornava mais difícil a caminhada para o casal, mas eles já estavam quase entrando no vilarejo. Porém, não foi difícil para Zaniel perceber imediatamente o vulto que saía do pequeno aglomerado de casas e vinha em direção a eles. Um sorriso se formou em seu rosto.
– Quem diria? Eu quase havia me esquecido…
Dara seguiu o olhar do companheiro, em direção à aldeia.
– Quê? Ahn… Quem?…
– Ariel!!
– Aquele é Ariel? O Ariel? – Perguntou Dara olhando para o estranho que se aproximava e que, sem ser visto ou percebido, cruzava agora com José e Maria.
– Exatamente! Ele tem atuado nessa região muitas vezes, mas não achei que estaria aqui agora.
Ariel tinha o aspecto de um guerreiro fabuloso. Era mais alto que qualquer dos outros dois e tinha volumosos cabelos cor de mel. Seu olhar era penetrante, como de todos os anjos, mas com um certo ar felino. Ainda assim, toda a expressão de seu rosto transmitia cordialidade e grande alegria. Um enorme sorriso estampava seu rosto.
– Salve, Luzes do Amanhecer!! Chegam nos limites da noite, mas trazem o brilho d’Ele com vocês!! Zaniel!! Quanto tempo!!
Os dois se abraçaram fortemente. Irradiavam alegria – e alguma surpresa.
– O que você faz aqui… de novo?
– Perguntou Zaniel.
– Você sabe que eu sempre tive predileção por essas montanhas. As terras altas de Judá são como minha casa. Então, quando soube que o tempo tinha chegado, pedi permissão para vir. Consegui imediatamente!!
– Fácil assim? Geralmente não é tão simples. – Interrompeu Dara, que começava a se sentir parte da paisagem.
– Desculpe, Ariel. Não apresentei meu companheiro. Este é Dara. Fomos designados para acompanhar o casal.
– Salve Dara!! Quem anda com Zaniel deve estar entre os mais experientes, com certeza. Seja bem-vindo!! E, sim, também achei estranho uma liberação tão rápida. Mas tive a impressão de que querem muitos de nós aqui, esses dias. É sua primeira vez em Belém?
Os três já estavam novamente junto do casal, que se apressava para chegar à vila com alguma luz.
– Sim, primeira vez. Essa região é um lugar especial, não?
Um brilho – se é possível – passou pelos olhos de Ariel.
– Sim, é. Desde os tempos antigos. Eu me lembro como se tivesse sido na madrugada passada… – Os olhos do anjo olhavam para o norte, mas ele não parecia estar vendo a campina que se estendia naquela direção; parecia estar vendo além.
– Um pouco mais de 20km, depois de Jerusalém.
– O quê? – Perguntou, ansioso, Dara.
– Jacó sonhou. Lembra? Uma escada? Eu estava na escada. O sonho foi uma projeção das escadarias do Trono. Eu estava lá…
– Tempos depois – continuou –, ele enterrou Raquel nessa estrada. Aquele foi um dia triste: nasce um filho, morre uma esposa… Foi bem ali, perto daquela elevação em forma de rampa – que, na época, não existia ainda.
– Os peregrinos vêm orar naquela construção, mais adiante. – interpelou Zaniel.
– Então são dois erros, não meu amigo? Um, o de buscar a intercessão dos mortos; o outro, fazer isso no lugar errado… Os humanos…
José e Maria haviam entrado na vila e se dirigiam para a principal estalagem do lugar. Um décimo de segundo e os anjos estavam com eles.
– Bem… Finalmente chegamos. – Disse Dara.
– Sim, apesar da demora.
– Você sabe que nunca há demora nos planos dEle.
– É, eu sei. – Finalizou Zaniel.
– Você dizia que esse é um lugar especial, Dara! – Ariel falava com a voz ligeiramente alta, como que entusiasmado.
– E não é mesmo?
– É. Faltou mencionar o evento que nos fez vir pra cá, acontecido bem depois da era dos patriarcas… Davi!
– Sim. Essa criança vai nascer na cidade natal do Grande Rei. – Falou Zaniel.
– Então… Um príncipe. Um príncipe nascido de pais sem reino… – Dara observou.
– E, ainda assim, o Reino Lhe será dado! – Ariel tinha o rosto mais brilhante ainda.
Dara se virou para ele e perguntou, intrigado:
– Você sabe de alguma coisa que nós não sabemos?
Ariel olhou para os dois. Um leve sorriso se formou no canto dos lábios.
– Só desconfio… Vamos. O lugar está cheio. Acho que podemos nos materializar aqui sem problemas. Vejamos o que eles estão fazendo na estalagem.
Dizendo isso saiu na frente em direção à porta por onde o casal tinha entrado.
PIBBRJ – Somos uma igreja batista de teologia reformada com valores cristocêntricos e fidelidade à Palavra de Deus.
Nós nos reunimos aos domingos:
Culto pela manhã: 9:30-11:00
Escola Bíblica: 11:15-12:00
Culto à noite: 18:30-20:00
Nossa igreja é frequentada por pessoas de faixas etárias, profissões e até nacionalidades variadas. Somos unidos menos por nossas afinidades e mais pelo pacto em comum que temos com Deus através de Jesus Cristo e selado pelo Espírito Santo. Temos muitas famílias com filhos entre nós e também pessoas que frequentam nossa igreja individualmente. Somos uma igreja relativamente pequena, com 50 a 80 pessoas em cada reunião. Temos o desejo e o compromisso de receber bem os nossos visitantes. Após o culto da noite, você é o nosso convidado para um lanchinho que fazemos no nosso salão.
Seguindo uma tendência reformada (e particularmente puritana), acreditamos que não há um centímetro quadrado do universo sobre o qual Jesus não diga “é meu”. Acreditamos que Deus sustenta o universo em sua providência e o abençoa em sua graça. Isso faz com que vejamos beleza mesmo nas coisas mais simples e rejeitemos uma distinção superficial entre o sagrado e o profano. Deus santifica todo tipo de coisas. Por causa destas crenças, nossos cultos são bastante simples. Isto se reflete no formato das nossas mensagens, nas nossas orações, nas músicas que cantamos e até na maneira como nos vestimos. Dizemos estas coisas porque queremos que você se sinta confortável em nosso meio, e acreditamos que, seja qual for sua história, isto é possível.
Os cultos começam rigorosamente nos horários estabelecidos. São dirigidos pelo nosso pastor ou por algum membro da igreja. Neles cantamos várias músicas, fazemos orações, ofertamos e ouvimos a Palavra de Deus ser lida, explicada e aplicada às nossas vidas.
As músicas que cantamos são uma mistura de antigos hinos e canções contemporâneas. Nosso critério é que as músicas tenham letras que reflitam o ensino das Escrituras e que assim nos edifiquem. Em geral somos músicos amadores, e preferimos o canto congregacional em uníssono a performances individuais, pois acreditamos que ao cantar juntos estamos como igreja oferecendo nosso louvor a Deus.
Os sermões em nossa igreja são geralmente expositivos e sempre fortemente amparados na Bíblia como Palavra de Deus. Muitas vezes é possível notar nossas ênfases doutrinárias nos sermões, mas este não é nosso objetivo fundamental. Queremos principalmente que a Palavra de Deus seja tornada viva para os que ouvem. Os sermões costumam durar entre 30 minutos e uma hora, e muitas vezes fazem parte de uma série sobre um livro ou um tema da Bíblia.
Após o sermão costumamos ter uma última oração ou um último cântico, ou os dois. Tipicamente o culto matutino termina às 11:00, com um breve intervalo antes da escola dominical. O culto à noite costuma ser encerrado às 20:00.
Nossa Escola Bíblica Dominical acontece após os culto pela manhã, geralmente às 11:00. Nela continuamos o estudo bíblico dentro de algum tópico ou livro. Temos classes para adultos, adolescentes e crianças. A classe de adultos costuma ser ministrada por nosso pastor ou por algum membro da igreja.
No primeiro domingo de cada mês nos reunimos às 8:00 para um culto de oração. Neste dia oramos pela nossa igreja, uns pelos outros e por outros motivos, principalmente para que Deus proteja e console nossos irmãos sofrendo perseguição, dando-lhes força para serem fiéis em todo o tempo, e também pelos povos não alcançados, ou seja, aqueles para os quais a Palavra de Deus ainda não está sendo pregada. Também usamos este tempo para orar adorando e louvando o nosso Deus por tudo o que ele tem nos feito. Após nosso culto de oração tomamos café da manhã juntos e prosseguimos com nosso culto matutino às 9:30.