Pouco mais de dez mil anos atrás
Um clarão, um raio, um som prateado… e lá estava Dara, surgindo de repente, afoito e com os olhos arregalados!
– Onde será? Onde? Acabei de chegar…
– Ainda não nos foi dito – disse um anjo cujo brilho cintilava ligeiramente âmbar. Seu nome era Zarius.
– Não? – Dara parecia aliviado, se isso é possível. Ele olhou em volta com mais atenção, pela primeira vez. – Parece que estão reunindo todo mundo. – Ele pensou alto enquanto mais jatos brilhantes de luz surgiam e se transformavam numa espécie de refração resplandecente, cada brilho diferente em cor e intensidade dos outros. Cada um que chegava logo se envolvia em animada conversa com os demais. Dara ouviu atento, por um tempo. Algumas palavras se destacavam do burburinho das vozes – ou do que seria voz se a luz falasse: “matéria”, “físico”, “corpo”, “água”, entre outras. Dara tentava compreender o sentido do que ouvia e percebeu que, aparentemente, todos – ou talvez a maioria – estavam fazendo a mesma coisa.
– Matéria? Sério?
– Sim. – respondeu Zarius. – Você sabe o que é?
– Claro. Eu ouvi uma palestra de Miguel, uma era dessas. Mas,… então… Ele…
– Não sabemos, ao certo. Só Ele faz.
– Só Ele faz.
Uma voz, que só muito tempo depois seria descrita como “de muitas águas”, foi ouvida:
– Ajuntem-se!
E, num momento, todos estavam num certo ponto, distante da origem uma era inteira. Vale dizer que “um momento”, naquela realidade, escapa totalmente à nossa compreensão.
Então,… A Presença!
O próprio fulgor e resplandecência de todo aquele ajuntamento de seres celestiais pareceram escurecer, embora não tivesse havido nenhuma mudança neles mesmos. Eram milhões de milhões e, ainda assim, estavam agora como uma sombra.
Com A Presença veio A Canção! E com a Canção e a Presença, O Vigor!
O efeito foi explosivo: toda aquela massa luminosa se desfez em música líquida, pois não era produzida por nenhum aparato, orgânico ou não, e nem se sujeitava a nenhuma lei física. Era a luz cantando – como seria se as estrelas, ainda não existentes, resolvessem fazer um musical.
O que se seguiu com os Filhos de Deus não pode ser descrito em palavras. Pois a canção entoada vibrava de acordo com a compreensão e os sentimentos, à medida que eles, atordoados, percebiam o que estava sendo feito. Começou com a luz – e era uma luz diferente, física, possuindo uma glória diferente daquilo que, neles mesmos poderia ser chamado de luz. A admiração crescia – e a música também.
Fundamentos foram lançados, medidas foram tomadas, cordéis foram estendidos, sempre pela palavra da Presença, a voz da Canção, e o pairar do Vigor, que a tudo energizava, moldava. O fulgor das cores angelicais se misturava pela primeira vez com esse novo ambiente e a refração causada explodia como feixes em múltiplas direções, parecendo iluminar os recônditos mais afastados do novo ambiente criado – mais tarde chamado de Universo.
Era como se o regozijo fosse o ambiente dentro do qual os céus, a terra e o mar surgiram.
E agora, juntamente com os outros, Dara se aproximava daquela nova e estranha expressão da Glória. Sua atenção foi imediatamente atraída pelo mar. Pairou acima dele um tempo e, após alguns instantes, tocou-lhe a superfície. Outros anjos faziam o mesmo e eles se entreolhavam, fascinados. Dara mergulhou, sua forma luminosa mesclando-se com a água. Não sabia descrever a sensação e, tão rápido quanto entrou, saiu. Ainda não sabia como calibrar a refração celeste de sua presença naquele meio físico específico. Enquanto pensava sobre isso, reparou que vários companheiros se dirigiam para um ponto às suas costas. Foi pra lá e reparou que o mar terminava e começava uma massa de matéria diferente, sólida. Mas não era isso que chamara a atenção de seus amigos e sim dois seres que ali estavam. Zarius se colocou novamente a seu lado:
– São eles, Dara. Um homem. Uma mulher. Notou que eles…
– …têm a forma do Filho… Eles… Uau!!…
Ninguém soube dizer exatamente quanto tempo durou a canção, exceto Ele – A Presença, a Canção e o Vigor. Mas nenhum dos anjos jamais se esqueceu do momento.
Quando acabou, Dara achou que nunca mais veria algo tão fascinante, inesperado e maravilhoso como o que acabara de presenciar.
Mas, muito tempo depois, próximos a uma pequena vila, perdida num canto do mundo, ele e seus amigos seriam lembrados, mais uma vez, que só Ele sabe o que alguém verá, ouvirá ou… cantará.
Só Ele faz.
PIBBRJ – Somos uma igreja batista de teologia reformada com valores cristocêntricos e fidelidade à Palavra de Deus.
Nós nos reunimos aos domingos:
Culto pela manhã: 9:30-11:00
Escola Bíblica: 11:15-12:00
Culto à noite: 18:30-20:00
Nossa igreja é frequentada por pessoas de faixas etárias, profissões e até nacionalidades variadas. Somos unidos menos por nossas afinidades e mais pelo pacto em comum que temos com Deus através de Jesus Cristo e selado pelo Espírito Santo. Temos muitas famílias com filhos entre nós e também pessoas que frequentam nossa igreja individualmente. Somos uma igreja relativamente pequena, com 50 a 80 pessoas em cada reunião. Temos o desejo e o compromisso de receber bem os nossos visitantes. Após o culto da noite, você é o nosso convidado para um lanchinho que fazemos no nosso salão.
Seguindo uma tendência reformada (e particularmente puritana), acreditamos que não há um centímetro quadrado do universo sobre o qual Jesus não diga “é meu”. Acreditamos que Deus sustenta o universo em sua providência e o abençoa em sua graça. Isso faz com que vejamos beleza mesmo nas coisas mais simples e rejeitemos uma distinção superficial entre o sagrado e o profano. Deus santifica todo tipo de coisas. Por causa destas crenças, nossos cultos são bastante simples. Isto se reflete no formato das nossas mensagens, nas nossas orações, nas músicas que cantamos e até na maneira como nos vestimos. Dizemos estas coisas porque queremos que você se sinta confortável em nosso meio, e acreditamos que, seja qual for sua história, isto é possível.
Os cultos começam rigorosamente nos horários estabelecidos. São dirigidos pelo nosso pastor ou por algum membro da igreja. Neles cantamos várias músicas, fazemos orações, ofertamos e ouvimos a Palavra de Deus ser lida, explicada e aplicada às nossas vidas.
As músicas que cantamos são uma mistura de antigos hinos e canções contemporâneas. Nosso critério é que as músicas tenham letras que reflitam o ensino das Escrituras e que assim nos edifiquem. Em geral somos músicos amadores, e preferimos o canto congregacional em uníssono a performances individuais, pois acreditamos que ao cantar juntos estamos como igreja oferecendo nosso louvor a Deus.
Os sermões em nossa igreja são geralmente expositivos e sempre fortemente amparados na Bíblia como Palavra de Deus. Muitas vezes é possível notar nossas ênfases doutrinárias nos sermões, mas este não é nosso objetivo fundamental. Queremos principalmente que a Palavra de Deus seja tornada viva para os que ouvem. Os sermões costumam durar entre 30 minutos e uma hora, e muitas vezes fazem parte de uma série sobre um livro ou um tema da Bíblia.
Após o sermão costumamos ter uma última oração ou um último cântico, ou os dois. Tipicamente o culto matutino termina às 11:00, com um breve intervalo antes da escola dominical. O culto à noite costuma ser encerrado às 20:00.
Nossa Escola Bíblica Dominical acontece após os culto pela manhã, geralmente às 11:00. Nela continuamos o estudo bíblico dentro de algum tópico ou livro. Temos classes para adultos, adolescentes e crianças. A classe de adultos costuma ser ministrada por nosso pastor ou por algum membro da igreja.
No primeiro domingo de cada mês nos reunimos às 8:00 para um culto de oração. Neste dia oramos pela nossa igreja, uns pelos outros e por outros motivos, principalmente para que Deus proteja e console nossos irmãos sofrendo perseguição, dando-lhes força para serem fiéis em todo o tempo, e também pelos povos não alcançados, ou seja, aqueles para os quais a Palavra de Deus ainda não está sendo pregada. Também usamos este tempo para orar adorando e louvando o nosso Deus por tudo o que ele tem nos feito. Após nosso culto de oração tomamos café da manhã juntos e prosseguimos com nosso culto matutino às 9:30.